Cirurgia para Escoliose- quais técnicas podem ser usadas, como é feita e tempo de recuperação
Notou desvio na coluna ou dor associada à escoliose? A cirurgia corrige a curvatura e melhora sua postura. Agende sua avaliação e descubra se é o seu caso.
Tratamento adequado para escoliose e desvios de eixo da coluna
A cirurgia para escoliose é indicada para corrigir a curvatura anormal da coluna, melhorar o alinhamento corporal e proteger a função respiratória — fatores que, juntos, impactam diretamente a qualidade de vida.
Em graus mais elevados, a deformidade pode provocar dor, fadiga e limitação funcional e, em situações graves, até comprometer órgãos internos. Quando a curvatura é significativa ou continua a progredir, a intervenção cirúrgica torna-se a opção mais segura e eficaz para restaurar o equilíbrio da coluna.
Sinais que indicam avaliação cirúrgica para sua escoliose
Alguns sinais merecem atenção especial e justificam uma avaliação cirúrgica mais próxima, mesmo antes de se chegar ao grau-limite de curvatura:
- Progressão rápida da curva, identificada em radiografias sequenciais;
- Assimetria visível do tronco, dos ombros ou da cintura, com impacto estético e postural;
- Dor persistente que não responde a fisioterapia e analgesia;
- Alterações respiratórias, como falta de ar ao esforço, em curvas torácicas mais acentuadas.
A avaliação é sempre individualizada, combinando exame clínico, radiografias e, quando necessário, exames complementares, para definir o momento mais adequado de indicar a cirurgia.
Quando a cirurgia é indicada
De modo geral, considera-se o tratamento cirúrgico quando a curvatura ultrapassa 45° (medida em radiografia), especialmente nos seguintes cenários:
Dor intensa e persistente sem melhora com tratamento conservador;
Progressão da deformidade, mesmo após o término do crescimento ósseo;
Alterações respiratórias ou cardíacas relacionadas à curvatura;
Limitações funcionais que comprometem atividades diárias e/ou autoestima.
A decisão é individualizada e leva em conta o tipo de escoliose (idiopática, congênita ou neuromuscular), a idade, a flexibilidade da curva e as condições clínicas do paciente. Em adolescentes, a cirurgia também pode prevenir complicações futuras e deformidades permanentes.
Como o procedimento é realizado
O procedimento mais comum é a fusão espinhal. As vértebras deformadas são realinhadas e estabilizadas com hastes e parafusos; em seguida, enxertos ósseos promovem a fusão entre os segmentos, formando uma estrutura sólida e mais reta.
Durante toda a cirurgia, há monitorização neurológica contínua, o que aumenta a segurança da medula espinhal.
Em pacientes jovens ainda em crescimento, pode-se indicar a amarração do corpo vertebral (VBT) — técnica sem fusão que usa cabos flexíveis conectados às vértebras. Ela permite correção progressiva conforme a coluna cresce, preservando maior mobilidade.
A cirurgia é feita sob anestesia geral e dura, em média, 4 a 8 horas, variando conforme o grau de curvatura e a extensão da correção necessária.
Recuperação e cuidados pós-operatórios
Após o procedimento, a internação costuma ser de 3 a 4 dias para controle da dor, observação clínica e início da reabilitação. A fisioterapia começa ainda no hospital, com foco em mobilidade segura e fortalecimento progressivo.
Nos primeiros meses, recomenda-se:
Evitar flexões, rotações e levantamento de peso;
Seguir rigorosamente as orientações médicas e de fisioterapia;
Comparecer às consultas de acompanhamento para avaliar a consolidação óssea (fusão) e ajustar o ritmo da recuperação.
O retorno às atividades escolares ou de rotina ocorre em 4 a 6 semanas; já o retorno completo às atividades físicas costuma acontecer entre 6 e 12 meses, conforme a evolução individual.
Cirurgião ortopédico especializado em coluna em São Paulo- Agende sua consulta.
Agende sua consulta
Uma avaliação individualizada, um tratamento adequado e um olhar diferente para seu problema, pode fazer muita diferença.
Sobre o Dr. Alessandro Santoro
Ortopedista Especialista em coluna
Com mais de 20 anos de experiência na ortopedia, formei-me em Medicina pela Universidade de Vassouras (RJ) e me especializei em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo.
Buscando aprofundar meus conhecimentos, realizei uma segunda especialização em Patologias da Coluna Vertebral, área que se tornou o principal foco da minha atuação médica.
Minha prática clínica é voltada especialmente para o tratamento das dores lombares e cervicais, reabilitação funcional e abordagens modernas para o controle da dor, sempre com ênfase na recuperação integral e qualidade de vida dos pacientes.
Vídeos do Dr. Alessandro Santoro
Conteúdos em vídeo sobre coluna, tratamentos, técnicas cirúrgicas e recuperação.
Onde realizar sua avaliação
Atendimento especializado em coluna vertebral em São Paulo e Balsas.
São Paulo - SP
Instituto Esparta
Rua Bento de Andrade, 598 – Jardim Paulista
São Paulo – SP, 04503-001
Balsas - MA
Mais Centro Médico Balsas
Rua Antônio Jacobina, 820 – Centro
Balsas – MA, 65800-000
Atendimento em Balsas – MA
Praça Getúlio Vargas, 199 – Centro
Balsas – MA
Agende uma avaliação com o Dr. Alessandro
Envie seus dados para falar com a equipe e verificar disponibilidade de consulta.
O que é estão dizendo sobre nós...
Fabiana Machado (Boutique dos Bichos)25/10/2023 Atendimento humanizado, o Dr. Alessandro é muito atencioso. Recomendo. Thally Alves24/10/2023 Priscila Machado24/10/2023 Renan Candido24/10/2023 Excelente atendimento, o Dr Alessandro é muito prestativo. Tira todas as dúvidas e tem paciência para explicar tudo. Gostei muito e recomendo. George Camargo10/02/2022 Uma pessoa especial, um profissinal que atende e entende humanamente , que explica, demonstra e esclarece suas dúvidas de forms clara e direta, showAvaliação totalizada Google 5.0 de 5, com base em 5 avaliações
Perguntas frequentes sobre cirurgia para escoliose
Quando a cirurgia para escoliose é considerada em adolescentes?
Na escoliose idiopática do adolescente, curvas próximas ou superiores a 45–50 graus podem motivar uma avaliação cirúrgica. Esse valor não é uma regra automática: a progressão, o crescimento restante e o padrão da curva também influenciam a decisão. [1]
Crianças pequenas também podem precisar de cirurgia?
Sim. Na escoliose de início precoce, identificada antes dos 10 anos, o tratamento considera o crescimento da coluna e do tórax. Algumas crianças são tratadas com acompanhamento, gesso ou colete. Quando necessário, existem cirurgias que controlam a curva e permitem crescimento, além de situações que exigem fusão. [2]
O colete pode evitar a cirurgia para escoliose?
Em adolescentes ainda em crescimento, com escoliose idiopática e indicação adequada, o colete pode reduzir o risco de progressão até uma curva de magnitude cirúrgica. O resultado depende de fatores como o uso prescrito e as características da curva. Ele não substitui a cirurgia em todos os casos nem tem a mesma finalidade em adultos. [3]
A indicação de cirurgia é diferente em adultos e idosos?
Sim. Além da curva, são avaliados dor, limitação, equilíbrio do tronco, compressão nervosa e resposta ao tratamento não cirúrgico. Em idosos, a fragilidade, a qualidade óssea e outras doenças também pesam na decisão. A idade isolada não define a indicação. [4]
A cirurgia deixa a coluna completamente reta e sem movimento?
A correção busca um alinhamento seguro, sem exigir uma coluna perfeitamente reta. Quando há artrodese, o movimento é eliminado nos segmentos unidos, não em toda a coluna. O efeito na flexibilidade depende da região e da extensão da fusão. [1] [4]
Quais são os riscos e como é a recuperação?
Os riscos incluem infecção, sangramento, lesão nervosa, problemas nos implantes e falha da fusão óssea. A recuperação é gradual: escola, trabalho e esportes são retomados conforme liberação da equipe. O planejamento varia com a idade, a técnica e a extensão operada; alguns tratamentos durante o crescimento exigem procedimentos adicionais. [1] [2] [4]
Referências científicas e orientações para pacientes
As fontes abaixo abordam escoliose em diferentes fases da vida. Resultados de estudos com adolescentes não devem ser aplicados automaticamente a crianças pequenas, adultos ou pessoas com outros tipos de escoliose.
-
Cirurgia para escoliose em pacientes jovens
American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS). Surgical Treatment for Scoliosis . OrthoInfo.
Material educativo sobre indicação, correção, fusão vertebral, riscos e recuperação.
-
Escoliose antes dos 10 anos e preservação do crescimento
Scoliosis Research Society (SRS). Early Onset Scoliosis .
Orientação sobre escoliose de início precoce, tratamento com gesso ou colete e opções cirúrgicas que consideram o desenvolvimento da coluna e do tórax.
-
Efeito do colete na escoliose idiopática do adolescente
Weinstein SL e colaboradores. Effects of Bracing in Adolescents with Idiopathic Scoliosis . New England Journal of Medicine. 2013;369:1512–1521.
Estudo BrAIST, com componentes randomizado e de preferência de tratamento. Nos adolescentes estudados, o colete aumentou a chance de atingir a maturidade óssea sem progressão para curvas de 50 graus ou mais. O resultado não significa que todo paciente possa evitar cirurgia usando colete.
-
Escoliose em adultos: tratamento e recuperação
Hospital for Special Surgery (HSS). Scoliosis in Adults . Orientação para pacientes.
Aborda avaliação, opções não cirúrgicas, planejamento, riscos e recuperação, considerando as particularidades da escoliose no adulto.
-
Resultados cirúrgicos em adultos após cinco anos
Operative versus nonoperative treatment for adult symptomatic lumbar scoliosis at 5-year follow-up: durability of outcomes and impact of treatment-related serious adverse events . Journal of Neurosurgery: Spine. 2021.
Estudo prospectivo multicêntrico em adultos com escoliose lombar sintomática. Na análise por tratamento recebido, houve maior melhora funcional com cirurgia, acompanhada de riscos e eventos adversos importantes. Esses resultados não representam a população pediátrica.